Em 1726
um alvará exigiu a ermida de Nossa Senhora
das Dores de Carandaí (propriedade particular
de um sitiante chamado Manuel Gonçalves
Viana), cujos vestiários permaneceram numa
Capela deste título dentro da sede do município,
hoje completamente inexistente.
Sabendo do projeto imperial da construção
de Ferrovia ligando a capital de Minas Gerais
ao Rio de Janeiro, o senhor Francisco Rodrigues
Pereira de Queirós, Barão de Santa
Cecília – Título Imperial
17-07-1874, adquiriu terras na região,
num local chamado “Morro”, onde conseguiu
uma Igreja e dois sobrados, iniciando um núcleo
urbano que é a atual sede do município
de Carandaí, ligado ao povoado da Ressaca
por um trecho da Estrada Real.
Em 1872, a localidade da Ressaca foi elevada à
categoria de freguesia com o nome de Santana da
Ressaca, devido à troca da titularidade
da padroeira da “Nossa Senhora da Glória”
para “Santana”. Quatro anos mais tarde,
transferiu-se a sede da freguesia para a localidade
do “Morro”, propriedade do Barão
de Santa Cecília, recebendo o nome de Santana
de Carandaí, pela Lei 2325 de 12 de julho
de 1876, continuando integrada ao município
de Barbacena.
Em 28 de outubro de 1881, inaugurou-se a Estação
da Estrada de Ferro Pedro II, depois chamada Estrada
de Ferro Central do Brasil.
O ramal ferroviário que rumava a Ouro Preto
esteve ali parado por 8 (oito) anos, enquanto
se construía um pontilhão sobre
o Rio Carandaí. Desta maneira o povoado
ficou sendo o final do ramal por longo tempo,
fazendo com que os viajantes que se destinavam
à capital da Província, desembarcassem
para continuar a viagem por outros meios, isto
foi um grande impulso para o crescimento do povoado.A
Lei 843 de 7 de setembro de 1923, simplificando
o nome, criou o Município de Carandaí,
desmembrando-o de Barbacena.
Em 27 de abril de 1924, foi instalado o Município.
Do modesto “Rancho do Grandaí”,
dos cientistas europeus dos séculos passados,
Carandaí se transformou em respeitável
cidade a meio caminho de Barbacena e Conselheiro
Lafaiete e é ponto de encontro durante
varias Gerações. |