Os primeiros
habitantes que ocuparam a região onde hoje
se localiza o município de Senhora de Oliveira
foram os índios da tribo Carijó,
Cataguá e Botocudo. A cultura e identidade
indígenas praticamente desapareceram, mas
uma pequena parte foi absorvida: modo de viver,
de habitar, comer, além de nomenclatura
indígena dos acidentes geográficos
da região: Guarapiranga, Itaverava, entre
outros.
Os encontros entre índios e colonizadores
ocorreram como conseqüência das várias
expedições bandeirantes passaram
pela região do Rio Piranga no final do
Século XVII à procura de Ouro.
No ano de 1692, o Coronel João Amaro Maciel
Parente, filho do Mestre de Campo Estevão
Ribeiro Baião, governador da Arma da Conquista
da Bahia, foi designado para estabelecer uma base
de operações na Região do
Guarapiranga. Estabeleceu-se na região
do rio a que deu o nome de São Miguel.
Fundou uma fazenda e um engenho e deu início
a fundação do Arraial. Em 1694,
foi edificada nesse local uma capela sob a invocação
de Nossa Senhora da Conceição.
Concluída e inaugurada em 1695 e, reconstruída
ou ampliada, tornar-se-ia a Igreja Matriz de Nossa
Senhora da Conceição de Guarapiranga
sob a invocação de Nossa Senhora
da Matriz de Nossa Senhora da Conceição
de Guarapiranga. Foi o bandeirante JOÃO
DA SIQUEIRA AFONSO quem encontrou e declarou o
primeiro ouro descoberto na região do GUARAPIRANGA,
numa lavra a céu aberto, perto do ribeirão
ao qual foi dado o nome de CÓRREGO DAS
ALMAS, em 1704.
A partir daí muitos, garimpeiros, aventureiros,
e desbravadores viriam a ocupar a região.
O arraial de GUARAPIRANGA cresce as margens do
Córrego das Almas e ao redor da Capela
de Nossa Senhora da Conceição.
Durante a primeira metade do século XVIII
Guarapiranga seria pródiga em matéria
de exploração aurífera. A
partir de 1750, intensifica-se a ocupação
rural ao redor da freguesia de Guarapiranga. Inúmeras
Cartas de Sesmaria foram concedidas nessa época,
dentre elas uma foi concedida ao Padre Jose Dias
de Siqueira, datada de 17 de julho de 1764. Por
essa Carta de Sesmaria nas paragens da Cachoeira
Grande seria fundada a Fazenda da Oliveira. A
25 de outubro de 1758, o mesmo Padre José
Dias recebeu uma ajuda para edificar uma capela
na Fazenda da Oliveira, sob a invocação
de Nossa Senhora da Conceição, que
acabaria sendo chamada, por simplificação,
de Capela da Oliveira ou da Senhora da Oliveira.
Os primeiros fazendeiros que formaram o povoado
de Nossa Senhora da Oliveira foram: Justiniano
da Cunha Pereira, Alferes Cláudio José
de Miranda, João Batista Pereira, Alferes
José Inácio da Silva Araújo,
Manoel Coelho de Magalhães, Antônio
Francisco de Paiva, Antônio Soares Pereira,
Domingos Henriques Pereira, Manoel Silvério
de Mello, Thomaz Rodrigues Milagres e Antônio
Rodrigues.
A partir de 1825 o povoado inicia seu período
de crescimento, o Distrito da Capela de Nossa
Senhora da Oliveira contava com um total de 839
habitantes e 87 fogos, desse total, 470 seriam
pessoas livres e 369 escravos.
Pela Lei Provincial nº 1.030 de 06 de julho
de 1859, seria elevada à condição
de Freguesia e sede da Paróquia com o nome
de Nossa Senhora de Oliveira.
O Largo da Capela passaria a ser chamado de Largo
da Matriz de Nossa Senhora da Oliveira, hoje conhecida
como Praça São Sebastião.
Em 1923, teve seu nome alterado para Piraguara,
palavra de origem tupi-guarani, que significa
PEIXE-VERMELHO. Foi emancipada em 12 de dezembro
de 1953 através da Lei 1.039 passando a
chamar SENHORA DE OLIVEIRA. |